Primo de Liedson também joga aos 37: «Segredo é o peixe»

Valença, titular do Espinho, explica longevidade da família Muniz

Por Vítor Hugo Alvarenga       27 de Janeiro de 2013 às 14:36
Primo de Liedson também joga aos 37: «Segredo é o peixe»
Liedson chegou ao F.C. Porto com 35 anos, número assustador para um número considerável de adeptos. Contudo, a família Muniz tem um historial de longevidade que deve ser considerado. Valença, primo do Levezinho e titular do Sp. Espinho aos 37, revela: «O segredo é o peixe.»
«A nossa família vive na Bahia, o pai dele é pescador e o meu pai também. Sempre comemos muito peixe, a carne era cara e aquilo estava à mão. Tem de ser esse o segredo, o Ómega 3. O pai dele também jogou lá nas peladas de família até aos 40 anos», explica Valença ao Maisfutebol.
Extremamente brincalhão, o jogador do Sp. Espinho acrescenta um pormenor para reforçar a tese.
«A família Muniz aguenta toda até tarde. Olhe, ainda recentemente, fui ao casaco do nosso avô, que tem mais de oitenta anos, e encontrei lá um preservativo!»
Uma família dedicada ao futebol
O reforço do F.C. Porto cresceu em Valença, no estado da Bahia, enquanto o primo Lindomar (adotou o apelido Valença por causa da localidade) habituou-se a fazer a viagem de barco desde a ilha de Tinharé. Curta distância para uma família de futebolistas.
«Os nossos pais foram jogadores amadores, o irmão do Liedson era lateral esquerdo, os meus eram um central e um trinco. Crescemos a jogar futebol e o Liu, que era o apelido do Liedson, era o mais pequeno mas desde cedo mostrou que seria o que iria mais longe».
O jogador do Sp. Espinho habituou-se a perder duelos com o Levezinho.
«Ele jogava pela equipa do município de Valença, e eu os meus irmãos pela equipa da ilha. Ele ganhou mais vezes. Sempre teve muito faro de golo. Levou a seleção de Valença às meias-finais, foi o melhor jogador e marcador. Passou por muitas dificuldades e merece tudo.»
Em 1998, o primo mais velho de Liedson rumou a Portugal para representar o Camacha, da ilha da Madeira. Liedson chegaria em 2003, iniciando uma estadia de oito anos no Sporting. Curiosamente, ao assinar pelo F.C. Porto, o avançado falou num «desejo de há alguns anos». Porquê?
«Sinceramente, nunca falámos sobre isso. Agora, a verdade é que lá na Bahia, o F.C. Porto e o Benfica eram os clubes portugueses que conhecíamos, por causa dos clássicos. Talvez seja por isso», explica o primo.
Vítor Pereira levou o primo para Espinho
Valença não mais saiu de Portugal. Passou por D. Chaves e Dragões Sandinenses antes de chegar ao Sporting de Espinho. «E sabe quem me levou para o Espinho? O Vítor Pereira! Assumiu a equipa e disse que precisava de um médio forte». Chegou em 2006, por lá continua até aos dias de hoje. Titular aos 37 anos.
Por isso mesmo, os 35 de Liedson não assustam. «Ele está muito bem e vai dar muitas alegrias ao F.C. Porto. É um vencedor. Foi o único da família que disputou um Mundial. O Brasil não lhe deu o reconhecimento que ele merecia, fez bem em representar Portugal.»
Vítor Pereira e Liedson, dois nomes a dominar a conversa com Valença.
«Vai ser uma dupla imparável. O Vítor Pereira é um dos melhores treinadores portugueses e as pessoas começam finalmente a perceber isso. Em Espinho, gostamos muito dele. E agora, torceremos ainda mais pelo Porto, por causa do Liedson.»

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